Quando pensamos em violência contra a mulher, a primeira imagem que costuma vir à mente é a agressão física. No entanto, o ciclo de abuso muitas vezes começa de forma silenciosa, disfarçada de "ciúme", "cuidado" ou "temperamento forte".

Violência Psicológica: Qualquer conduta que cause dano emocional, diminuição da autoestima ou tente controlar suas ações e decisões. Exemplos incluem ameaças, humilhações, chantagem, isolamento de amigos e familiares ou o chamado gaslighting (fazer você duvidar da sua própria sanidade).

Violência Moral: Acontece quando o agressor comete calúnia, difamação ou injúria. Inclui expor a sua vida íntima, fazer julgamentos morais para desvalorizá-la ou fazer acusações falsas sobre a sua conduta.

Violência Patrimonial:Ocorre quando há retenção, subtração ou destruição de seus bens, instrumentos de trabalho, documentos pessoais ou recursos econômicos. Controlar todo o seu dinheiro ou impedir que você trabalhe também são formas de violência patrimonial.

Violência Sexual: Qualquer ação que a force a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coerção ou uso da força — inclusive dentro de um casamento ou namoro.

Violência Física: Qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal, desde empurrões e sacudidões até agressões mais graves.

Como a psicologia pode ajudar?

Estar em uma relação abusiva afeta profundamente a saúde mental, gerando ansiedade, depressão, sentimento de culpa e despersonalização. A terapia oferece um espaço seguro, livre de julgamentos, onde você pode reconstruir sua autoestima, entender seus limites e planejar seus próximos passos com segurança.

Lembre-se: Você não tem culpa pelo comportamento do outro. Se você se identificou com algum desses pontos, saiba que não precisa passar por isso sozinha.